quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Novo espacinho

Aqui fica o endereço de um novo espacinho, criado para as descobertas do dia-a-dia e outras voltas!


O Viagens vai continuar mais na linha das minhas palavras (dos meus textos, das minhas letras interiores e de outros papéis perdidos).

domingo, 12 de julho de 2009

Caminho

Ontem não choveu e nem sequer vesti um casaco. Esqueci-me das chaves, abri a porta da entrada e comecei a caminhar. O Sol escondia-se atrás dos inúmeros fiozinhos de nuvens e dos intermináveis tons de mar futuro do céu diário. Enquanto caminhava num crescendo de velocidade, via os passos dos meus fios de tempo e de lugar. Há quanto tempo caminhava? Não sei. Sei que me via a caminhar para trás e para a frente, só. Porque no hoje só caminhava e não havia nada para me ver caminhar.
Apanhei o cabelo. Soube bem sentir labirintos de brisa por aqui. O amanhã fazia-me cócegas na ponta dos pés e o Sol deitava-se na ponta dos meus olhos. Onde os guardo agora? Comigo. E eu sou só uma e, por isso mesmo, eles vão acabar por se encontrar.
Cheguei ao lugar onde se cruzam os raios do Sol - aquele lugar onde aprendi a crescer e a chegar ao aqui de agora. Sentei-me na relva de pernas esticadas e olhei para os meus pés de amanhã. Fechei os olhos e senti as danças do Sol neles.
Qual é o chão do futuro? Não sei, mas sei que estou aqui e caminho... A caminho.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Forever Young

De volta das Galápagos, aqui fica Forever Young, uma nova versão composta pelos Youth Group!


P.S.: Ficam para breve (para quando eu puder nadar em Tempo) textos que por aqui andam + outras fotografias!

sábado, 4 de abril de 2009

blogdarwin2009

Um diário de bordo da viagem às Galápagos aqui:


Até já!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Galápagooos!

Dia 5 de Abril vou até às Galápagos. Sim, eu, o Luís e o Rui ganhámos a Senda!!

Foi um concurso fantástico no qual valeu mesmo a pena participar. Para além de ter sido uma excelente forma de comemorar os 200 anos deste grande naturalista, pudemos aprender muito e divertir-nos ainda mais!

O fim-de-semana da final foi fantástico. Tivemos contacto com uma enorme biodiversidade de sotaques! Famalicão, Gondomar, Aveiro, Palmela, Santo André, Funchal, São Miguel, Lisboa e Loulé foram as localidades representadas.

Apesar do nervoso miudinho perante um júri de peso (Adelino Canário, Alexandre Quintanilha, Rosália Vargas, José Alberto Carvalho e José Feijó), conseguimos apresentar o nosso trabalho - sobre os problemas ambientais e a extinção de espécies, em que argumentámos inicialmente a nível global e posteriormente a um nível mais localizado e bem próximo de nós, através da Serra do Caramulo, da qual investigámos três espécies em vias de extinção - e, durante a Gala da Ciência, ouvir o José Alberto Carvalho dizer "Os Testudines, da Escola Secundária de Viriato"!

Foi uma experiência única com a qual ganhámos ainda mais que a viagem: ganhámos sorrisos, ganhámos gargalhadas, ganhámos peripécias, ganhámos pormenores sobre Darwin que nunca imagináramos existirem, ganhámos novos amigos (os Selecção Darwin, os Pérolas, os Liga Dar&Win, as Darwiners, os Marafados, os 41856H, os Tatus, as Inaptas e as Chelodarwini)...

Por isso, obrigada a todos pelo desafio e um obrigada especial à minha irmã, à Stora, a todos os que nos apoiaram (família, amigos e professores) e aos meus coleguinhas e Testas do coração, o Luís e o Rui (ou a Celina e a Celina)!

Aqui ficam algumas fotografias da final do dia 14 de Março:
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Testudines antes da prova! Da esquerda para a direita: eu, Rui e Luís.

Durante a prova.

Testudines à entrada da Gala da Ciência!

O momento.

Fotografia de grupo-quase-todo!
Aqui ficam alguns links!
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Vídeo da Lusa


Outras notícias
http://www.cienciahoje.pt/27842, onde podem ser vistas as provas finais das outras equipas e também todas as notícias do concurso desde o início.

P.S.: Podem acompanhar a viagem através do blogue http://blogdarwin2009.blogspot.com/, que iremos tentar actualizar (esperamos nós) todos os dias!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

VAMOS À FINAL!!

Testudines na final da Senda!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

200

Charles Darwin nasceu a 12 de Fevereiro de 1809!

200 anos

Charles Darwin foi um conceituado naturalista britânico. Aos 22 anos partiu para uma viagem à volta do mundo, durante a qual recolheu inúmeros espécimes da fauna e da flora até então pouco conhecidos pelos europeus. Mais tarde, todo o material e informações recolhidos durante a viagem iriam servir de base à formulação da sua célebre teoria da selecção natural.
Durante a viagem, Darwin teve a oportunidade de perceber as adaptações que ocorriam de acordo com cada ambiente – ficou espantado perante todas as peculiaridades da distribuição geográfica das espécies. O caso mais famoso foi o das ilhas Galápagos, que hoje pertencem ao Equador.
Quando voltou a Inglaterra, em 1836, Darwin reviu as suas notas da viagem e, em 1837, começou a escrever as suas primeiras anotações sobre a origem das espécies. Ao longo dos anos seguintes, reuniu cada vez mais material para dar suporte à sua teoria.
A sua famosa obra, A Origem das Espécies, publicada em 1859, contribuiu de forma única para o avanço do conhecimento nesta área.

A teoria da evolução é um marco incontornável na história do saber. Desde Setembro que tenho vindo a aprender mais sobre este naturalista e posso dizer que, cada vez mais, me surpreendo com expressões como selecção natural, mais aptos, reprodução diferencial... Descobri coisas com Darwin que nunca imaginei serem possíveis. Para além disto, Na Senda de Darwin pude mesmo conhecer Darwin para além do cientista. Pude conhecer mais vida, mais obra, mais ideias. Em cada prova ficava surpreendida com certos e muitos factos, tocando na sua vida pessoal ou no propósito de Malthus ao publicar o seu livro sobre população e recursos.

Darwin trouxe à Ciência e ao Mundo uma verdadeira revolução; abriu-nos os olhos para outros campos de pesquisa, deu o primeiro passo para um enorme avanço do conhecimento!

Obrigada e parabéns, Darwin!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sfumato

Sentada no chão frio da sala
Sob a luz do enorme candeeiro,
A criança ouve, em jeito de criança, os gritos da televisão
E de jornais e de revistas espalhados por ali.

Aquecimento global, greenhouse effect, mudanças climáticas, furacões!
Ah, Terra!
Que metamorfose tão veloz e devastadora!
Ondas de calor
Quarenta graus
Uf, que calor abrasador! Itálico
Ciclones
V-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v canta o v-v-v-v-v-v-vento
E dança em quick-motion!
Mais desertos
Mais furacões
Mais água, menos gelo!
Ping
Ping
Ping
Ploc
Ploc
Gr-r-r-r-r-r-r-r
Pum!
Partículas afastam-se, átomos zangam-se, eis o estado líquido de H2O!
Inundações! Ó Veneza que já não és única!

Entretanto os oceanos suspiram em mais uma onda junto à praia
S-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s
F-f-f-f-f-f-f-f-f-f-f
S-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s-s
F-f-f-f-f-f-f-f-f-f-f
E mal sabem que agora são cada vez mais grandiosos
E que têm mais nível.

Ecoam sistemas de solução
Ecossistemas soluçam
Constrói-se um ciclo vicioso e somos todos olhos abertos que não vêem!
Ah, países tropicais, cores, tribos
U-u-u-u-u-u-u-u-u-u-u-u-u
Agarrem as florestas
Olhem pelas raízes
Fechem os desertos!

Afastam-se cada vez mais partículas, zangam-se mais átomos,
Evaporam as águas dos oceanos, nascem furacões, ciclones e tufões!
Mais!
V-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v-v!

Idosos, crianças, ameno, ameno, ameno, quente, abrasador, abrasador!
Ui! Ui!
Ó, Europa amena! Acorda outra vez para este Mundo ao contrário!
Toca a levantar! Coragem!

Ó dezasseis de Fevereiro de dois mil e cinco! Paraste nesse dia?
Paraste nesse tempo?
O tempo é que não paraste!

O3, CH4, CO, mais um O e voilá CO2!
Uf, que calor abrasador!
Cidades que sufocam
Campos que secam
Cheira a queimado
Clima perdido
E ainda cheira a queimado…

Ó temperatura global que não queres descer! Desce! Desce de vez!
E tu, USA, que fechaste os olhos?
Sente-te responsável! Itálico
Espera para sentires o prejuízo no desenvolvimento sustentável!
Ah, States
O teu stado não se vai futurar pleasant!
Please open your eyes!

(Ó Planeta Azul, que caminhas num dégradé que termina em Cinzento…)

Ainda iremos a tempo? Irra! Tempo é sempre tempo!
Cubram-se os combustíveis fósseis
E descubram-se os fósseis!
Ah, tomáramos nós ser máquinas do tempo!
Produzam-se biocombustíveis,
Coloquem-se catalisadores nos carros, carrinhas, motas e camiões!
Brrrum, brrrum!
Abram-se os olhos sob a atmosfera!

Peçamos ajuda ao vento, à água e ao Sol, que nunca nos deixaram sozinhos na Terra.
Deixemos o Sol entrar pelas janelas – desliguem-se os candeeiros durante o dia!
Dêmos-lhes forma de energia solar
Esculpam painéis fotovoltaicos nos telhados e não culpem o Sol por faltar água quente!
Dêmos-lhes forma de energia eólica
Gigantescos aerogeradores que giram, giram, giram!
Dêmos-lhes forma de energia hidroeléctrica
Ah, rio que corres! Corre, corre, corre!

Pintem-se os espaços de verde,
Plantem-se árvores, oxigénio e vida!

Troquem-se impressões nos autocarros!
Limpe-se o pó da bicicleta!
Atchim! A-a-a-a-tchim!

Ah, Mr Presidents
Não têm a certeza de que o aquecimento global é real?
Ó ditos poderosos, que não têm coragem para ter certezas!
Simplesmente não querem tê-las!

Agora, ch-ch-ch-ch-ch-ch-ch-ch-ch-ch-ch-chove lá fora.
E se há instantes a criança via pela janela gelada
A Serra da Estrela coberta de neve, agora não vê mais que uma silhueta sombria
E quase nada.
Tudo por inteira culpa do nevoeiro e da noite e de nós.
Talvez uma vela lhe dê forma.
Clic! Negrito

(Poupe-se qualquer outra forma de luz.)
.
Nota: estas palavras são o resultado de um trabalho de casa (de férias) de Português. O objectivo era escrever uma "ode" ao estilo de Álvaro de Campos, um dos brilhantes heterónimos de Fernando Pessoa, tendo como base um "facto contemporâneo". Com muitas interjeições, exclamações e estrangeirismos, o resultado foi este!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Syms, limpa o convés!

Antes de mais, as boas vindas a 2009!

Ainda não fiz nenhum post sobre o concurso em que tenho vindo a participar, desde Setembro, com o Luís, com o Rui e com a professora de Biologia Sandra Garcia. Falo de Na Senda de Darwin:

Para comemorar os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e os 150 da publicação do seu livro «A Origem das Espécies» que têm lugar em 2009, o jornal Ciência Hoje vai lançar, com o apoio do Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica -, um concurso dirigido aos estudantes que em Setembro de 2008 estejam no 10º, 11º e 12º anos das escolas de todo o País. A equipa vencedora – todas as equipas serão constituídas obrigatoriamente por três elementos – terá como prémio três cruzeiros (mais um) nas Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico, onde Darwin passou pouco mais de um mês em 1835 e onde fez observações que foram importantes para a elaboração da sua Teoria da Evolução das Espécies. A viagem inclui ainda uma visita de alguns dias ao Equador a que as Galápagos pertencem administrativamente.
A viagem dos vencedores terá lugar nesse mesmo ano de 2009, entre 5 e 15 de Abril, e os estudantes terão de se fazer acompanhar por um(a) professor(a) por eles convidado(a) da escola a que pertencem. A viagem deste professor(a) faz parte do prémio.
O concurso «Na Senda de Darwin», numa primeira fase, consiste em seis trabalhos em diferentes formatos (escrita, áudio e vídeo) e decorre entre Setembro de 2008 e Fevereiro de 2009: à média de uma prova por mês.
Nesta fase, as equipas participantes – que têm de adoptar um nome que as identifique, como, por exemplo, «Albatrozes»
[Nós: Testudines!] - disputam um campeonato regional e o objectivo é a conquista desse campeonato regional.
Para o efeito, são consideradas sete regiões: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores. No que respeita ao Continente, é considerada a organização do Ministério da Educação e das suas cinco direcções regionais.
Aos sete vencedores regionais juntam-se as três segundas equipas mais pontuadas de todas as regiões. Estas dez equipas assim seleccionadas disputarão uma fase final em 14 de Março de 2009, a realizar em local a designar. Esta fase final apura a equipa vencedora do concurso «Na Senda de Darwin».

Tem sido uma experiência fantástica! As nossas provas estão aqui:

(Neste momento estamos em na nossa região. Vamos ver, vamos ver!)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal 2008 + 2009

O Natal é brilhante, colorido e sorridente. O Natal é conversar e jogar playstation ou Trivial, Monopólio ou Pictionary com os irmãos, pais, tios e primos. É rir sem preocupações. É estar quentinho.

Um bom Natal para todos!

E... Ora bem, para mim 2009 vai ser um ano decisivo:

  • Final do 12º;
  • Viagem à parte do planeta que o divide em 2?;
  • Exame de Português e de Matemática;
  • Candidatura ao ensino superior;
  • Porto, Coimbra, Lisboa?;
  • Medicina ou Ciências Farmacêuticas?;
  • Carta de condução?;
  • Cozinhar.

Que 2009 venha carregado de coisas boas!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

De repente

De repente, já não era Outono.
De repente, cresceu o frio. Do nada, nevou.
De repente, veio a chuva (e com ela o Sol).
Depois, vieram as luzes e a lareira.
As realidades baralharam os sonhos. Os sonhos baralharam a realidade.
Não faz mal. Só é preciso respirar bem fundo e fechar os olhos...

domingo, 21 de setembro de 2008

Elephant Gun



Aquela música que já mora no coração entre as pautas coloridas.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Metáforas

São só metáforas sem sentido.
São só metáforas!
O realismo ficou esquecido algures na teia de pó. Larguei-o, simples e despreocupadamente.
Agora olho-me por dentro e não o consigo arrancar daquela gaveta esquecida há tantos, tantos, tantos fios. O pó é tanto que só consigo ouvir espirros deste realismo tão nada e tão metafórico. Já nem sei que tipo de pó é este: se faz parte da dura realidade ou se faz parte deste abandonado realismo.
Agora só nascem formas informes de metáforas alérgicas. O realismo enrola-se na teia de pó e hiberna por mais uns fios. Espero-o na urgência do futuro.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Agualusa I

- Leve os sonhos a sério - sussurrou. - Nada é tão verdadeiro que não mereça ser inventado.

José Eduardo Agualusa, As Mulheres do meu Pai

(Quanto mais descubro as palavras deste senhor, mais sorrisos crescem dentro de mim.)

sábado, 13 de setembro de 2008

Soul





I got soul but I'm not a soldier!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Espectro de cores

Não consigo sonhar a preto e branco. Há um espectro de cores a dar pinceladas nas aventuras que dão a mão à minha imaginação. Só agora é que dei por isso. Verde, violeta, vermelho, viagens, branco e preto, preto e branco nunca. E no meio das gotas de chuva que estão a cair lá fora e que se fazem ouvir como música, tu, libelinha, pousaste na minha mão e com a tua força levaste-me até àquela nuvem em forma de rebuçado. Lembras-te de estarmos juntas nesse sonho? Aquela nuvem não era branca, era cor e sabor de doce. As tuas asas brilhavam como nunca tinham brilhado - afinal, se esticássemos o braço conseguíamos tocar no Sol. Sentei-me de pernas cruzadas. A gravidade extinguiu-se, assim, e o Mundo era ali em baixo. Tu batias as asas naquele teu tom de brisa e dançavas à minha volta. Eu olhava para ti e para as cores do Mundo e pensava-o de outra maneira.
Sem avisar, a gravidade puxou-nos para baixo. Não sei bem o que vi: de olhos fechados só via o espectro de cores dos sonhos. De repente já não havia vento, nem força, nem resistência do ar, nem velocidade, nem peso; abri os olhos. Estava deitada de barriga para baixo numa nuvem a preto e branco e uma libelinha batia as asas brilhantes à frente dos meus olhos. O espectro de cores dos sonhos pintava a realidade da nuvem. Sorri-lhes.

Ainda bem que todas as nuvens andam de mão dada com o sonho, assim como nos sonhos as aventuras andam de mão dada com a imaginação.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Crepes

A tarde dos crepes já há muito falada e combinada!

Joaninha e Melina


A confecção na cuisine da crêperie!


O crepe Nouvelle Cuisine!


A mesa e o dia de Sol!


Da esquerda para a direita:
Maria: servedora;
Ana: fazedora de crepes;
Joana: tiradora de gelado;
Katia: responsável dos pratos;
Melina: escultora de chantilly;
Sandra: pintora de chocolate.


Sabe bem rir convosco, abraçar-vos e saber que estão.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Praia

Vou estender a toalha na praia e descansar durante duas semaninhas entre leituras, banhos, caminhadas, jogos e palavras!

Obrigada pelas visitas e comentários.

Até já.

sábado, 9 de agosto de 2008

Os sonhos guardados no bolso

A cidade enfeita-se de cores quentes e de brilhos quentes, e de melodias quentes e de palavras frias, e de olhos quentes e de silêncios mudos.
Tenho a máquina fotográfica na carteira e os sonhos guardados no bolso. Sinto-os dançar.
Sei que trago comigo pertos e longes, quem sabe imagens e incertezas. Doem-me os pés de caminhar em círculos e as mãos de não pintar linhas do meu caderno. Ali, mais longe, o Sol grita em pausas sucessivas e inacabadas de uma pauta poeirenta. Ninguém o está a ouvir. Vejo pautas rasgadas pelo passeio sempre que alguém passa por mim em tom acelerado.
Os sonhos que tenho guardados no bolso continuam a dançar. Consigo senti-los como em nenhum passado desenhado de linhas, umas direitas, umas tortas, umas direitas, umas tortas, umas direitas, umas direitas. Talvez estejam a dançar ao ritmo das pausas da pauta do Sol - talvez os sonhos guardem sempre e para sempre as pautas na gaveta, talvez ouçam os gritos do Sol sobre a cidade. Dançam.
Um carro vermelho apita num agudo frenético junto aos semáforos, mas eu pinto os pés numa folha cansada, caída no passeio. Um passarinho de penas frias aterra no mosaico minucioso do chão. Tiro a máquina fotográfica da carteira. O pássaro olha para mim, mas depois foge - clic -, de mansinho. Talvez tenha sido o carro vermelho que ainda oiço. Talvez tenha sido eu. Talvez tenham sido os sonhos que tenho guardados no bolso, que não param de dançar.
Abano a polaroid e a fotografia começa a espreitar-me. No passeio não passa ninguém. Na estrada não passa nenhum carro. Na cidade não está calor. No meu bolso estão os sonhos. Na fotografia está um passarinho de penas frias, ligeiramente desfocadas - está um passarinho que canta nas asas que flutuam (penas frias, brilhos quentes, melodias quentes, palavras quentes, olhos quentes, silêncios-tudo). Voa, voa, em danças de sonhos.
Os sonhos só começam a ser se tiverem asas e danças e voos desfocados.
De pé, no passeio de cor deserta, idealizo duas formas de descortinar a realidade perto de mim: a fotografia mostra-a; os sonhos, guardados no bolso, moldam-na à sua maneira tão urgente.
Tiro os sonhos do bolso e arrumo-os na fotografia.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos 2008


O mais espectacular da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim!

Gosto de ver as cores todas assim, juntas, numa competição já tão antiga.