Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Metáforas

São só metáforas sem sentido.
São só metáforas!
O realismo ficou esquecido algures na teia de pó. Larguei-o, simples e despreocupadamente.
Agora olho-me por dentro e não o consigo arrancar daquela gaveta esquecida há tantos, tantos, tantos fios. O pó é tanto que só consigo ouvir espirros deste realismo tão nada e tão metafórico. Já nem sei que tipo de pó é este: se faz parte da dura realidade ou se faz parte deste abandonado realismo.
Agora só nascem formas informes de metáforas alérgicas. O realismo enrola-se na teia de pó e hiberna por mais uns fios. Espero-o na urgência do futuro.

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